Faces da Minha Vida: Capítulo II

– CAPÍTULO II –

Capítulo Anterior: O Começo

COMO ERA ANTES

Como citado no capítulo anterior, às vezes eu e meu irmão (Adriano) brigávamos sem motivo quando crianças, mas conforme o tempo foi passando e meu irmão mais novo (Anderson) foi crescendo, nós três criamos um laço quase que impenetrável de amizade, companheirismo e união, que se fortaleceu ainda mais agora que os três são maiores de idade (Sou de 92,  Adriano de 93 e o Anderson de 96).

É lógico que há desentendimentos e discussões de vez em quando, mas isso acontece com todo mundo que se ama…

Tudo ia bem

Antes de aparecerem os primeiros sintomas (a doença foi diagnosticada quando eu tinha 15 anos, mas dava pra notar certa dificuldade no meu equilíbrio a partir de 11-12 anos), eu jogava futebol muito bem, tanto que alguns amigos meus, na época de ensino fundamental, diziam que eu teria futuro se seguisse na profissão de jogador.

Eu praticava judô também, e apesar do meu irmão do meio sempre ter sido maior e mais competitivo que eu, cheguei a disputar alguns torneios e a evoluir nesse esporte de luta, chegando até a faixa verde (uma das últimas até chegar à preta).

Na minha infância, eu adorava ir pescar com o meu tio Nelson e a ir a jogos do Palmeiras (meu time de coração) com meu pai, no antigo Palestra Itália, além de fazer viagens incríveis com minha família, em especial para o Pantanal Mato-grossense.

Se tratando de desempenho na sala de aula, sempre estive entre os melhores da classe, e constantemente recebia diversos elogios pelos professores da época, que diziam que eu sabia escrever com maestria (a ataxia afeta o físico, não o intelectual, então continuo com essa habilidade.

Minhas escolas estudadas até entrar na faculdade: Bilac (maternal até o “prézinho”), Colégio Rousseau (até 2005) e CONSA (de 2006 a 2009).

A partir daí…

Em 2007, mais precisamente no meio do ano, aos 15 anos, recebi a notícia mais marcante e chocante da minha vida, e vou contar essa experiência “dura” no próximo capítulo.

Nos anos anteriores a esse “recebimento marcante” que você lerá depois, os sintomomas, como a incordenação e o desequilíbrio, eram leves, porém já existentes. Meus pais, incomodados com os comentários dos outros, me levavam sempre no nosso antigo pediatra, que prontamente dizia que tudo estava normal, e era só uma fase.

 

Decidimos então, seguir com a vida sem pensar muito no que estava por vir…

Resumindo: tinha ótimas e potenciais habilidades físicas e intelectuais pra um garoto em fase de crescimento, e todos falavam que eu teria um futuro promissor pela frente.

Até que surgiu esse problema genético (Ataxia de Friedreich), que por um bom tempo me abalou e eu o enxergava como sendo uma pedra no sapato do meu crescimento evolutivo. Não que eu ache que ter dificuldades é confortável e muito menos que eu fique acomodado com a situação, mas, conforme vou amadurecendo, batalhando sempre, vencendo os obstáculos que a vida coloca no meu caminho, estou aos poucos tornando esse “problema” na minha “salvação”.

Continua…

Próximo capítulo: A Descoberta


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