Pena?

Enquanto estava fazendo fisioterapia em um dia como outro qualquer – mais precisamente trocando alguns passos na esteira (sim, já estou conseguindo realizar tal movimento – vídeo em breve no final), escutei, bem ao fundo, uma voz baixinha e masculina, aparentemente de algum cuidador, dizendo que sentia pena de seu “paciente”.

Fiquei com essa frase na cabeça, e não concordando nem um pouco com ela, elaborei essa publicação. Espero do fundo do meu coração que ajude a sua maneira de pensar, se for o caso.

RNA

Eu faço fisioterapia quase que diariamente (exceto finais de semana e feriados) na RNA – Reabilitação Neurológica Aquática, uma clínica com um ambiente maravilhoso, de clima descontraído e o mais importante, fisioterapeutas altamente capacitados que entendem de doenças raras (como a minha), situada na mesma rua onde moro, na Vila Clementino, próximo a Moema, zona sul de São Paulo.

Em uma futura publicação, escreverei sobre essa proximidade, quase que hilária, de localização de onde moro com a clínica. É MUITO perto mesmo, o que só entoa a frase que, como vocês sabem, levo para a vida toda: “nada na vida é por acaso”.

Enfim, estava lá na RNA (Reabilitação Neurológica Aquática), em uma terça-feira movimentada como todas as outras geralmente são (é o dia mais cheio, pois recebemos a visita do meu ilustríssimo médico Beny  Schmidt, e a galera – parentes, seus pacientes, e até alguns fisioterapeutas, ficam, não sei se essa é a palavra certa… quase que “ouriçados” com a presença marcante do doutor, quando ouvi o que contei no primeiro parágrafo. Essa frase: “tenho pena dele” me remoeu por dentro o dia inteiro depois, me rendendo horas de reflexão. Com isso, algumas palavras saíram do lápis:

Princípio básico da vida

Não tenha pena do outro que tem alguma limitação. Sinta-se comovido, disposto a ajudar, mas nunca o encare como um “coitado”, pois você não sabe quais são as missões e provas dadas a cada um por Deus, umas com fardos maiores do que as outras. Ajude quando solicitado, dê um apoio moral quando necessário, mas sem denigrir a pessoa. Tenha esse sentimento de dó para quem não sorri para a vida, e acima de tudo para quem vive sem amor no coração e gosta de prejudicar o próximo.

Leia uma publicação que escrevi – “A Inclusão Começa Com Você”,  para desde pacientes, como eu, até cuidadores ou parentes. Já recebi diversos elogios por esse texto!

“O nosso corpo físico é apenas passageiro, o que importa mesmo é a pureza da alma!”

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