Faces da Vida Convida: Viktor D. Salis

– II –

Dando continuidade ao projeto Faces da Vida Convida, o segundo “convocado” é o meu grande terapeuta e mentor Prof. Dr. Viktor D. Salis. Confira!

CONVIDADO

Viktor David Salis nasceu em Atenas, Grécia. Em 1971, formou-se em Psicologia pela PUC-SP e estudou Epistemologia Genética em Genebra, Suiça, onde completou seu primeiro doutorado em 1977. Em 1981, estudou “A fenomenologia dos mitos” na Universidade de Salzburg-AUS, obtendo seu segundo doutorado. Daí em diante se direcionou cada vez mais aos estudos das civilizações antigas. Hoje em dia, é terapeuta num processo que denomina “Terapia Mítica”. Além de realizar diversos trabalhos em áreas como a educação, Viktor domina diversas línguas – como o latim, e é escritor, tendo mais de 40 livros e centenas de seminários publicados, com muito mais ainda por vir.


A SUBLIME ARTE DE VIVER 

(por Viktor David Salis)

ELEGÂNCIA…

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam.

E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para fazer…

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

“É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…”.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a
estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens…

Abrir a porta para alguém… É muito elegante.

Dar o lugar para alguém sentar… É muito elegante…

Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma…

Oferecer ajuda… é muito elegante…

Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante…

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: não é frescura.

É DIGNIDADE PARA A ARTE DE VIVER E AMAR!

Freud é ótimo, não penso o mesmo dos psicanalistas. – Viktor D. Salis


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