Faces da Minha Vida: Capítulo V

– CAPÍTULO V –

Capítulo Anterior: Vem Cirurgia!

O GRANDE DIA

No final do capítulo anterior, ressaltei a demora para o convenio médico liberar a cirurgia e custear os materiais inseridos. Quando é para cobrar mensalidade não atrasam um dia… Lamentável, né?

CHEGOU A HORA!

Em meados de novembro de 2007, com 15 anos completados, lembro que estava em casa jogando videogame (não me recordo precisamente qual), quando meus pais trouxeram a notícia que eu mais estava aguardando nesse período: o convênio médico finalmente havia cedido e a cirurgia já estava marcada para o começo do mês seguinte.

Assim que recebi a notícia tão esperada que eu iria operar, tive aquela famosa mistura de sentimentos: alegria, alívio e uma pitadinha de medo. Afinal, a cirurgia era (e foi rs) muito agressiva…

O GRANDE DIA

O dia “D” finalmente havia chego. Passei a noite no hospital Abreu Sodré (aquele que faz parte da AACD) com a minha mãe para realizar a operação na manhã seguinte. A verdade é que nesse período de cerca de um mês anterior ao procedimento, eu só pensava e vivia em função da cirurgia, afinal tive que fazer uma bateria enorme de exames para ver se estava apto para realizá-la.

“Passei no teste” graças a Deus, e eu estava pronto, com o mais importante: a cabeça cheia de confiança e positivismo.

Antes de dormir, orei, como de praxe, agradeci pela oportunidade que estava recebendo de corrigir a minha coluna (no próximo capítulo explicarei com detalhes todo o procedimento, prometo) e lembro que fui para o banheiro e olhei para o espelho uma última vez, já que meu corpo ia mudar drasticamente no dia seguinte.

Antes que você se questione: eu ainda andava, com certa dificuldade, ms caminhava, sim…

Pitadinha sobre o tempo: ele passou bem devagar até chegar a data da cirurgia: acho que quando a gente anseia muito por algo, o relógio sempre parece atrasar, apesar de tudo parecer cada vez mais rápido.

“SONífero”

Quando acordei depois de um sono pesado, como de costume, já estavam presentes alguns familiares e amigos. Fui ao banheiro escovar os dentes e fazer minhas necessidades matinais, e ao voltar, me deparei com o enfermeiro, uma maca e um sedativo em uma agulha, pronto para ser aplicado em mim. Era uma injeção muito grossa, intramuscular, mas nem doeu tanto, acho que por conta do meu nervosismo.

Enquanto o “sonífero” ainda fazia efeito (o que demorou cerca de cinco minutos), comecei a rezar de novo, com muito medo do que viria, confesso e… pumba! Apaguei. Não lembro de mais nada até despertar novamente.

O meu tio querido, que me acompanhou até a sala da cirurgia, diz até hoje que eu falava um monte de coisa – umas engraçadas, para ele no caminho, e ele morria de rir, mas eu não lembro de nada. Sedativo muito forte rs...

FOI BEM EXTENSO

Abri os olhos. Estava na UTI. Com muita náusea e sem entender nada, tive a sensação de estar apagado por muito tempo. Não consigo explicar o que senti até hoje naquele momento. Sem conseguir me mexer por conta dos efeitos do potente sedativo ainda presentes, olhei de canto de olho o relógio que estava na parede direita da sala (lembro que era bem escura), fiz as contas rápido, apesar de estar com demasiada tontura e, assustado com meus cálculos, perguntei ao meu pai, assim que notei a sua presença ao meu lado, para ver se eu estava certo, e ele confirmou: 9 horas, NOVE HORAS de cirurgia!

Passado algum tempo, com muitas dores, náusea, tontura e boca extremamente seca, finalmente consegui pegar no sono de novo e tentar fugir daquele “pesadelo”.

Quando abri os olhos, já na UTI, parecia que eu tinha morrido e ressuscitado: nossa, que sensação perturbadora!

O pior ainda está por vir…

Já era de noite quando acordei já no quarto do hospital Abreu Sodré, e, passado quase todo o efeito do sedativo comecei a sentir muitas (MUITAS mesmo) dores. Duas enfermeiras, quando viram que eu havia acordado, foram me explicar sobre os procedimentos futuros: horários das fisioterapias, das refeições, visita do médico para sanar todas as dúvidas… enfim, tudo que ocorreria nos próximos cinco dias internado lá. Achava que o pior tinha passado… 

Uma pequena confissão:  o que eu mais gostei que as enfermeiras me apresentaram foi a minha melhor amiga naquele período: a morfina hahaha…

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 Continua…

Próximo capítulo: “O Procedimento”


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