Faces da Minha Vida: Capítulo IV

– CAPÍTULO IV –

Capítulo Anterior: A Descoberta

Vem cirurgia!

Confesso que depois que eu soube que ia fazer a cirurgia, fiquei mais aliviado, por duas razões: nesse meio tempo entre a descoberta da escoliose e a cirurgia, todos os médicos que eu fui passando, diziam que o melhor a se fazer era colocar aquele colete (na  coluna inteira), que é o de praxe  para quem tem esse tipo de problema na coluna. Uma operação seria um tanto quanto agressiva, mas eu no fundo sabia, que como a curvatura veio de um problema neuromuscular – um dos sintomas da ataxia, não era algo postural, e eu iria sofrer muito à toa com o colete. A cirurgia seria a única solução – não era uma curvatura qualquer. Como disse no capítulo anterior, era de 46 graus!

Bom, eu terminei o capítulo anterior dizendo que nada é por acaso, certo?  Explicarei o motivo agora…

Quando a minha mãe soube da escoliose, ela ficou muito abalada. Voltou pra casa aos prantos, e alguns vizinhos que estavam no térreo do prédio onde moramos começaram a dizer palavras de conforto depois que entenderam a razão do choro excessivo. Até que um deles falou uma coisa muito importante…

Aí eu te pergunto: sabe porque Deus nunca erra?

Adivinha onde morava o médico que me operou, Dr. Wilson Dratcu? Ele era meu vizinho também! Coisa de louco, não é mesmo?! Por isso que digo e sempre repito em quase todos os meus textos no blog: nada, nadinha nessa vida é por acaso, tenha absoluta certeza disso.

Eu sei que sou repetitivo em dizer que tudo tem um porquê nos textos do meu blog, mas agora vou dar mais um exemplo, me perdoem rs…

Comecei a ir então à consultas com esse meu médico vizinho, e não demorou muito para ele, em conjunto com o outro médico que me operou junto, como entendiam muito do assunto, recomendarem uma cirurgia, com  pinos de Ititanium na coluna inteira (86 para ser exato, fora duas placas), para solucionar o problema de uma vez. Meus pais gostaram da ideia também, e resolvemos então seguir as sugestões desses médicos.

ERA PRA SER ASSIM

A cirurgia e as consultas foram na  AACD, perto de casa, na sede em Ibirapuera-SP. Hoje a minha mãe é coordenadora dos voluntários no bazar de lá, e é apaixonada pelo que faz. Acredito realmente que tudo que aconteceu comigo foi um “efeito dominó”, e essa é só uma “peça” que só por ela eu diria que valeu passar por tudo isso.

Para ler o depoimento para dar esperança a quem sofre com algum problema parecido com o meu e perdeu a vontade de viver, clique aqui.

FOI QUASE TUDO MUITO RÁPIDO

A minha primeira consulta com meu médico vizinho foi em julho de 2007, e a cirurgia foi em dezembro do mesmo ano, quando eu tinha 15 primaveras. A cirurgia só não aconteceu antes por causa da demora do nosso convênio médico da época para liberar o material. Era um titanium francês, caríssimo, e eles demoraram um pouquinho para ceder. Até hoje meus irmãos brincam que quando eu morrer irão invadir meu caixão, já que minha coluna é valiosa, e eu me acabo na risada.

No próximo capitulo irei contar detalhes de como foi a cirugia e do material inserido, do pós operatório lento e a dor que foi pra retirar os grampos (isso mesmo, grampos, já que pontos não segurariam o corte enorme). Pense em uma dor terrível…

 Continua…

Próximo capítulo: “Na Faca”


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